O livro expõe, de forma orgânica e sintética, os fundamentos da Teoria das Músicas Audiotáteis, um modelo teórico musicológico que comporta um sistema conceitual voltado para o estudo de práticas, textos, experiências, objetos e comportamentos musicais, em uma perspectiva taxonômica, que deram vida no século XX às tradições do jazz, do rock, do pop ou da world music. A Teoria das Músicas Audiotáteis, contudo, não se limita a esses repertórios; suas ferramentas investigativas reformulam, sob novo enfoque, perspectivas estéticas e antropológicas tanto da música da tradição artística ocidental (ou música erudita ocidental) quanto das músicas de culturas tradicionais do mundo. A obra expõe os conceitos e a base teórica da musicologia audiotátil, dedicando-se também à análise da aplicação desse referencial aos estudos das práticas criativas do “partimento” setecentista; da prática criativa em tempo real (ou improvisação) na música europeia entre os séculos XVIII e XIX; da descoberta e da el